Serra do São Macário: a lenda, a paisagem e o que ver nas proximidades
A lenda
A palavra São (português para santo) diz-lhe desde já que a Serra do São Macário tem origens sagradas. Segundo a lenda, Macário era filho de um rico castelão que se refugiou no cimo destas montanhas, longe de qualquer pessoa. Foi para lá por opção, como penitência, depois de matar acidentalmente o próprio pai durante uma caçada. Contra todas as expectativas, viveu até uma idade avançada, e isso, juntamente com a reputação de capacidade de transportar brasas brilhantes nas suas próprias mãos, transformou-o numa lenda local.
A história sobreviveu-lhe. Ainda se celebra missa em sua honra no último domingo de julho, e no cume foi construída uma capela. Quando os habitantes locais não conseguiram chegar a acordo sobre o local onde tinha vivido exactamente Macário, foi também erguida uma segunda capela. Cerca de mil pessoas compareceram naquele último fim de semana de julho. Alguns chegam em autocarros organizados pelos municípios; muitos outros percorrem todo o caminho, seja para prestar homenagem ou simplesmente pelo prazer dos trilhos.
A paisagem
Não é por acaso que o português utiliza a mesma palavra, serra, para uma serra e para uma serra. As cristas da Serra do São Macário assemelham-se exactamente aos dentes de uma lâmina, e a sua cor muda com a distância, a hora e o tempo. Quase todos os dias aqui são bons, mas as vistas são melhores ao nascer ou pôr do sol, sob um céu limpo ou com algumas nuvens dispersas.

Pontos de interesse em redor de São Macário
As pessoas que aqui vivem têm orgulho nesta zona, o que é normalmente o sinal mais seguro de que vale a pena visitar um local. O Portal do Inferno, a porta do inferno, fica apenas a cinco quilómetros de distância por uma bela estrada. No vale à direita daquela estrada fica uma pequena aldeia chamada Aldeia da Pena, a aldeia da piedade, assim chamada pela compaixão que as pessoas sentiam por quem vivia tão fundo num vale. É bem conhecido em Portugal e ainda é visitado com frequência pelos habitantes locais.
A estrada para Portal do Inferno percorre o limite entre os distritos de Viseu e Aveiro. Enfrente Portal do Inferno e o país vertiginoso e pitoresco que tem à sua frente pertence a Viseu. Atrás de si fica a Aldeia da Drave, uma aldeia deserta que hoje serve de centro nacional de escuteiros. Alguns quilómetros mais adiante fica Regoufe, uma aldeia preservada quase como um museu, com minas de tungsténio desactivadas e encerradas desde o final da Segunda Guerra Mundial.

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